quinta-feira, abril 06, 2006

Geisha













Acontece que por solicitação, li com expectativa o badalado “Memórias de uma gueixa” ( não vi o filme, isso fica para outras impressões).
A narrativa, leve e acessível, acabou por se revelar plana.
O desvendar da “fabricação” e quotidiano de uma geisha, acaba por passar para o relato romanceado da vida de uma mulher, (supostamente uma das melhores geishas do seu tempo), a par com o da condição feminina no Japão da 1ª metade do séc. XX.
Se supostamente deveria impressionar esteticamente e comover, (como estou segura o filme o fará…), limita-se a desfiar acontecimentos de uma classe de trabalhadoras que se sujeitam a sacrifícios na aprendizagem do seu “metier”, e depois à rotina da sua “performance”, não o fizemos sempre todas nós?
Esta mulher como as outras, (como nós) ama, sobrevive, está só ou se acreditarem em milagres obtêm da vida o que sonha.
Nas palavras corridas do tempo a passar o meu mito ruiu. Ser geisha é ser mulher, ser uma trabalhadora, um pilar de uma certa economia. A sedução fica para as imagens estáticas (ou eventualmente “in motion pictures”).

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