terça-feira, janeiro 30, 2007

Senti saudades

Juro que tentei. Mesmo! Acreditem.
Mas infelizmente nada. Andei por aí de olhos e ouvidos abertos.
Vi, li, ouvi e pensei. No entanto, nada.
O humor conseguiu fazer-me rir, a poesia e as imagens lograram comover-me.
As injustiças a intolerância e a imbecilidade não puderam deixar de me revoltar.
Visitei amigos, recebi amores, revi paixões e ódios de estimação.
Mas nada, sempre nada.
Bem… nada, talvez não. Se andei, ouvi, vi, li, pensei, ri, comovi-me, revoltei-me, visitei, recebi e revi… apenas não escrevi.
E disso senti a falta.

domingo, janeiro 14, 2007

CONSELHOS E ASSIM...

Foi-me aconselhado por uma aluna minha.
Pode constiutir um delicioso manual de instruções para a vida humana.
Obrigado pelo conselho, Catarina!

sexta-feira, dezembro 15, 2006

REVIVALISMO OU PRENDA DE NATAL?

Juro que o achado não foi propositado, apesar da onda de revivalismo que alastra estes dias pelos blogs, desde referências a brinquedos, a guloseimas e outras memórias de idades mais doces.
Estava entregue à actual animação da TV quando me ocorreram duas palavras dos antigos “desenhos animados”. Digitei-as no You Tube, e voilá, fez-se magia ou foi Natal (já nem sei…)
Chapi Chapo: 16 episódios e genérico. Verdadeiramente delicioso!
Deixo aqui este como prenda de Natal antecipada para a geração dos 40, especialmente para a minha revivalista preferida (volta depressa que temos umas sessões de visionamento agendadas), mas se quiserem mais já sabem onde os encontrar. Por mim, vou gravá-los para assistir com a geração dos sub-13.
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Chapi Chapo
Patapo
Chapo chapi
Patapi
Biribibi
Rabada dada
(petite voix:) dada !!

Pacha pacho
Pitipo
Pacho pacha
Pitipa
Biribibirabadadida
(rires)

La, lala lala lalaa lala
La, lala lala lalaa
La lalalala lala

Chapi Chapo
Patapo
Chapo chapi
Patapi
Biribibi
Rabada dada

Pacha pacho
Pitipo
Pacho pacha
Pitipa
Biribibirabadadida

sábado, dezembro 02, 2006

PERFEITO (2)

NADA É ABSOLUTAMENTE PERFEITO

foto ff retalhada por syl

quarta-feira, novembro 08, 2006

PERFEITO (1)


foto ff retalhada por syl

O meu amor é perfeito para mim.
Assenta-me bem. Não me fica largo nem apertado.
É confortável quase todas as horas do dia, o meu amor.
Não me lembro se o foi sempre, mas desconfio que sim.
O meu amor, não se sente ameaçado pela minha força, nem sobrecarregado pela minha fragilidade.
Conforma-se com os meus defeitos e tenta modificar as minhas virtudes.
O meu amor, não tem cara de anjo, porque eu não gostaria.
Mas tem olhos que faíscam de diabólica bondade.
É gentil, meigo e louco furioso, de uma só vez.
Quando estou menstruada, compra comprimidos e faz-me chá.
Acredita nas minhas fitas, mas esquece-se de me apaparicar.
Não me elogia amiúde, mas baba-se quando me observa furtivamente.
O meu amor não me olha de cima porque não é alto, nem de baixo, mesmo quando uso saltos. Passa-me o braço pela cintura e aperta-me bem ao seu lado.
Dá-me beijos quando já estou a dormir e telefona-me por nada.
Faz planos para mim, como se fosse meu pai, e aprende o que lhe ensino como se fosse meu filho.
Zanga-se comigo, porque mereço, e aprendeu a pedir desculpa porque eu gosto.
Tem o tamanho e o perfil certo para entrar em mim. Preenche-me profundamente, o meu amor.
Digo que é perfeito para mim, porque é o meu amor.

quarta-feira, novembro 01, 2006

PALAVRAS...

As palavras povoam-me até à hora de partirem.
Andam aos encontrões dentro do meu cérebro, insistentes, como canções ouvidas na rádio pela manhã.
Obcecam-me, martelando como palavras de ordem em manifestações inexistentes: Paz O Pão, Saúde, Educação!
Muitas vezes saem disparadas em cima do primeiro incauto que aparece, deixando-me órfã e desabitada.
Outras vezes deambulam por mim, acompanhadas pelos fantasmas residentes.
São caprichosas, obstinadas, selvagens até.
Nunca soube o que lhes fazer, até à hora que lhes cedi.
Agora levanto-me de madrugada e rabisco-as, ensonada, em envelopes, margens de livros ou lenços de papel (o que de momento estiver na mesa de cabeceira).

E elas ficam ali…a sorrir-me sem dentes.

BRUXEDO ?









De repente, depois de indecisões e outras comichões, ontem decidi que ia mesmo ver o “gajo dos olhos verde” (meu primo, portanto) sozinha, que isto de paixões é caso sério. Lá abri o site ticket line pela enésima vez, para espreitar os bilhetes disponíveis. Claro que teria que ser nos dias menos desejáveis para quem não vive em Lisboa ou Porto. Bolas! A coisa estava preta. Um ou dois de péssima visibilidade nos balcões laterais.
Na terça, porque quarta não dou aulas: nop.
Na segunda porque na terça só tenho aulas à tarde: nadinha.
No domingo, porque é o último dia do fim-de-semana: querias!
Na quarta, porque quero ir e pronto! Era bom, mas só na galeria em pé. Fo..-se !!! Desiste “ melher” não sejas parva! Mas eu sou teimosa, ou será casmurra?
Deixa cá espreitar sexta, só para ver… deixa lá espreitar o sábado só para descargo de consciência e murmurar mentalmente um rol de insultos aos filhos da mãe dos sortudos (aqueles que se decidem a tempo e horas).
Nada! nem em pé, nem com visibilidade reduzida, nem…ups!
Um achado! 1 bilhete, 1ª plateia, 1ªs filas, central! Chiça! No me lo creio! Afinal quem deixou ali uma bilhetinho com o meu nome? Será que tenho que voltar a acreditar que “there is somebody out there”? Com tanta sorte ainda vou acabar por acreditar no Pai Natal, no Príncipe Encantado, em homens com H ou até… em mim!
Mas isso agora não interessa nada, o que é certo é que vou.
A propósito… Há aí alguém que também comprou bilhete?
Acabei de reparar que me arrisco a sambar sozinha no meio da burguesia intelectual do rectângulo luso, ou talvez “sair” pelo ar embalada numa valsinha, ou mesmo suspirar no ombro vizinho, pelos mais belos olhos verdes do mundo, que são profundos como o Atlântico pelo sorriso de bom malandro...
Se assim for, será! Mas depois? quem me leva a tomar um copo se eu não encontrar o caminho, por causa dos olhos enevoados???

quarta-feira, outubro 11, 2006

LOUCURA? (2)


Delicioso!
Será loucura?
Não! Apenas a solução.

(Intimo-vos a aplicarem na primeira pessoa que cruzar o vosso caminho, e a continuarem a praticar até à perfeição. E quando me virem por aí, deem-me um forte... de cortar a respiração.)

segunda-feira, outubro 09, 2006

AINDA























Magritte


No tempo em que eu era outra, o mundo pintava-se a tons pastel. Ainda havia o bem e só um pouquinho de mal.
Nesse tempo sorria por nada e tapava a boca com a mão com vergonha de mostrar os dentes.
Usava mini-saia e tinha as pernas altas. Ia sozinha pela rua e julgava-me livre.
Não temia o fim do mundo porque ainda não tinha chegado o ano 2000.
No tempo em que eu era outra, sabia tudo quando ainda não tinha aprendido nada.

sábado, outubro 07, 2006

O ARREPIO E AS LÁGRIMAS DA ALMA



Caetano Veloso - Cucurrucucu Paloma

A voz de Cae, e o celo de Jacques, os culpados pelo arrepio.
E as lágrimas caem, apenas porque se existe.

quinta-feira, setembro 07, 2006

PORQUE MIA O GATO?


A música era suave, tanto quanto o pode ser a natureza.
A faca afagava suavemente a fatia de pão num contínuo de lá para cá e a manteiga então quedava-se expectante pela doce que a cobriria.
À volta, o chocolate escorria pelas paredes e misturava-se com os desenhos infantis de animais jamais caçados. Pedra, madeira, vidro, companheiros de todos os dias, sorriam sonolentos ao sol da manhã, enquanto o ferro mais recatado, se limitava a estar presente, firme, suportativo.
Uma azáfama de pés femininos percorria os caminhos de xisto preto em direcção ao calor e de volta também, solícitos, servis, maternais até.
Dos pés da madeira subia um miado suave, que se intrometia no tilintar dos talheres com determinação. O corpo escanzelado enleado em pernas e pés vibrava no miado premente.
A mente envolta em paladares teimava em não consciencializar. Mas de repente foi inevitável: Afinal, porque mia o gato?

quarta-feira, setembro 06, 2006

CLARO QUE TE AMO!

Fiz por me perder nas ruas movimentadas o que não foi difícil.
Barulho demais acaba sempre por se converter inevitavelmente em silêncio, e eu gostava disso. A ilusão do completo anonimato era quase total, nem os vidros das montras reflectiam a minha imagem, estive quase transparente.
Procurei esquecer o mel da tua voz e o mecanismo de despir que possuem os teus olhos, com hambúrgueres e gelados, satisfação imediata.
O sol dourou-me a pele e o caminhar enrijeceu-me uns quantos músculos.
Acabei por conhecer caminhos e atalhos, e se algumas vezes me encontrei na tua rua, não poderei evocar ter-me perdido, simplesmente não resisti.
Passei a espreitar-te por detrás da cortina porque não gostava de binóculos e julguei-me a salvo.
Poderia viver assim eternamente. Poderia? Apenas sentia a falta de quem eu era debaixo do teu efeito.
Do nada, quando me apanhaste distraída, surgiu o teu “já não me amas?”. Derrapei como pneu em óleo, mas aterrei de pé como sempre e não te respondi.
Não te amar seria não ser eu. Não se deixa verdadeiramente de amar, apenas se substitui o sentimento por outro revisto e actualizado.
Claro que ainda te amo…se é que alguma vez te consegui amar.

sexta-feira, setembro 01, 2006

AOS AMORES (3)

Damien Rice - The Blowers Daughter

Porque os mais belos são aqueles que nos molham de sal as faces,
que aceleram dentro do peito o músculo vital e nos fazem estremecer com apenas um beijo, apenas um olhar

sábado, agosto 12, 2006

BLOGA-SE COMO SE VIVE

Há coisas que apesar de serem uma evidência não podem, no entanto, deixar de ser ditas.
No caso: BLOGA-SE COMO SE VIVE.
De cada vez que abro um Blog, cada vez que acesso um novo link, lá aflora a sensação ao fim de poucos minutos de observação: BLOGA-SE COMO SE VIVE.
E no entanto nada é mais natural, visto serem os Blogs veículo de comunicação e expressão.
Este meio é como o foram antes, livros, artigos e outros textos (já para não falar de outros tipos de expressão artística) expressão de ideias, de sentires, de personalidades.
No entanto, quem sabe pela imensa democratização e globalização do suporte, tudo ali se torna mais evidente, mais gritante.
E no universo da blogosfera encontra-se de tudo. Só podia!
Enquanto uns são extrovertidos e exibicionistas outros são tímidos e solitários.
Uns são sérios e botas-de-elástico, outros humoristas e provocatórios.
Enquanto uns bogam de fora para dento, outros fazem-no de dentro para fora.
Encontram-se blogs telegráficos e imediatistas, contrastando com outros mais ensaístas e literários.
Há os generosos, que “estão ali” para dar, como há aqueles que existem sobretudo para receber (nomeadamente, massagens ao ego).
Uns modestos outros vaidosos.
Uns tecnológicos e futuristas, outros discretos e minimalistas.
Dizem que há os de “gajas” e os mais masculinos pelo que necessariamente também os haverá gay.
Tenho encontrado vários associativistas e muitos orgulhosamente sós.
Uns temáticos, outros miscelâneas.
Poéticos e líricos, oníricos, lunáticos, ou realistas, pragmáticos e praxistas.
Blogs pictóricos e visuais, blogs verbais.
Blogs para tudo e para todos.
Em última análise... blogs para cada um de nós.

quinta-feira, agosto 10, 2006

AOS AMORES (2)

PARA F:

Peter Gabriel & Kate Bush - Don't Give Up

In this proud land we grew up strong

We were wanted all along

I was taught to fight, taught to win

I never thought I could fail

No fight left or so it seems

I am a man whose dreams have all deserted

I've changed my face, I've changed my name

But no one wants you when you lose

Don't give up

'Cause you have friends

Don't give up

You're not beaten yet

Don't give up

I know you can make it good

Though I saw it all around

Never thought I could be affected

Thought that we'd be the last to go

It is so strange the way things turn

Drove the night toward my home

The place that I was born, on the lakeside

As daylight broke, I saw the earth

The trees had burned down to the ground

Don't give up

You still have us

Don't give up

We don't need much of anything

Don't give up

'Cause somewhere there's a place Where we belong

Rest your head

You worry too much

It's going to be alright

When times get rough

You can fall back on us

Don't give up

Please don't give up

Got to walk out of here

I can't take anymore

Going to stand on that bridge

Keep my eyes down below

Whatever may come

And whatever may go

That river's flowing

That river's flowing

Moved on to another town

Tried hard to settle down

For every job, so many men

So many men no-one needs

Don't give up

'Cause you have friends

Don't give up

You're not the only one

Don't give up

No reason to be ashamed

Don't give up

You still have us

Don't give up now

We're proud of who you are

Don't give up

You know it's never been easy

Don't give up

'Cause I believe there's a place

There's a place where we belong



quarta-feira, agosto 09, 2006

Aos Amores...


Saúdo-vos,
Lembro-vos,
Sinto-nos... a falta.

sábado, agosto 05, 2006

TEARS...
















Man Ray's Tears

"Ninguna persona merece tus lágrimas, y quien se las merezca no te hará llorar."
Gabriel García Marquéz

Não sendo novo, não sendo necessariamente verdade…não deixa de ser belo.

SEDE?

Sede, secura, sequidão, avidez, ambição, sofreguidão, ânsia, impaciência, gole.














Honestamente, até “…tenho inveja de quem tem carros, parelhas e montes…”, mas seguramente tenho mais inveja de quem não tem medo e “…bebe a água em todas as fontes.”

quarta-feira, agosto 02, 2006

WITSHCRAFT






















A única vantagem de já não conseguir acreditar em príncipes encantados…
é não termos que nos preocupar com dragões e bruxas.